Tuesday, 22 July 2014

Oppo N1

Dizem que é mais simples falar mal do que bem. Eu penso o contrário. Este review é provavelmente aquela que menos gostei de fazer, devido ao facto, que o equipamento não merece nenhum tipo de atenção em concreto. A não ser, ser uma “ave rara” na Europa.

O equipamento Oppo N1 foi apresentado em Outubro de 2013 mas no mercado Europeu continua a ser quase impossível o encontrar. Eu penso que a Oppo quando desenhou este equipamento não pensou em quem o usaria e para que finalidade.

O terminal além de grande, é pouco confortável nas mãos. Se ainda fosse grande mas com alguma finalidade como o Note 3 e a SPen, mas não, é grande e um simples smartphone mid-range com um valor absurdo para aquilo que na realidade é.


A marca Oppo embora desconhecida para alguns, sou o primeiro a tirar o chapéu para o trabalho que a companhia está a elaborar. O Oppo Find 7 com especificações fantásticas e um toque único faz do dele um dos melhores equipamentos do mercado, não podemos esquecer o OnePlus One outro equipamento desenhado pela Oppo em conjunto com a equipa CyanogenMod. A Oppo além de merecer o meu respeito, merece o reconhecimento mundial por estar a entrar no mercado duro e revolucionar, fazendo equipamentos fantásticos por preços inacreditáveis.

Este Oppo N1, quando ele saiu fiquei parvo com a a câmara e com o design, o equipamento parecia mesmo muito bom. Sempre pensei isso, até ao dia que o utilizei. Além de pouco fluído, com um Color OS que mais parece o touchtwiz ( UI da Samsung) a atrasar os terminais, o próprio UI ( User Interface ) é desorganizado à sua maneira.

Comecemos pelo Color OS. O Interface têm capacidades, só que é tão “achinesado”, com aqueles icons sem sentido. Imaginem um ícone de câmara todo XPTO e um ícone de “telefone” que mais parece desenhado por uma criança de 10 anos.

Muitos gestos que nem sempre funcionam correctamente, no nosso lado direito temos uma espécie de câmara instantânea que recorda data e hora do evento fazendo uma cronologia. Mas para que quero aquilo? E se assim quiser não faltam Apps que me fazem esse trabalho muito mais correcto e eficaz do que aquele faz.


Depois as pessoas dizem, ai e tal, mas o UI podes disfarçar com um tema. Até podes, só que fica um autêntico circo, com UI e launcher ao mesmo tempo.

Color Os é um bom Ui para Geeks, pessoas que gostam além de coisas diferente, algo novo que possam encontrar todos os dias, mas para um usuário normal, não faz sentido algum.

Agora falando do equipamento em si, ele é simplesmente gigante. O ecrã até não é muito maior que aquilo que vemos em LG G3 ou G2 possivelmente 0,5 cm maior, mas as bordas do equipamento são super exageradas e faz deste terminal o maior smartphone que já alguma vez utilizei, atrevo-me a dizer tão ou maior que o G Flex, embora o ecrã seja mais pequeno.

OS acabamentos do smartphone são bem trabalhadas mas não se sente um equipamento premium nas mãos nem no bolso.

Quando falamos de especificações técnicas não vemos nada demais no seu interior, com um Snapdragon 600 e com CPU Quad-core 1.7 GHz Krait 300 faz deste equipamento um pouco mais lento que aquilo que pensamos, com constantes bugs no decorrer das apps e “crashes” inexplicáveis, que nos levam esperar uns 3 a 5 segundos para o equipamento se destravar.

O coração do terminal simplesmente não aguenta com os gráficos que o ecrã merece. Nem os 2GB de RAM salvam este smartphone da desgraça.


O ecrã de 1080 x 1920 pixels, 5.9 polegadas merece atenção, não só devido ao seu tamanho mas pela falta de qualidade que aqueles 373 ppp ( pixel por polegada) trazem ao equipamento. O problema do ecrã não é apenas na falta de qualidade, mas ainda na falta de saturação das cores, sendo elas pouco “vivas”. Mesmo sendo um IPS LCD é notável o quanto o ecrã se difere dos seu concorrentes directos.

Onde o equipamento é bom e oferece uma qualidade acima da média é na câmara e na duração da bateria, mesmo com a demora ao carregar, o equipamento aguentará uma média de 2 dias com uso intensivo.

A câmara é formidável com 13 MP, 4128 x 3096 pixels, autofocus, dual-LED flash, quando o gabinete oferece boa luminosidade é fantástica e interessante com pouca. O Color OS que muito critiquei, aqui é sem dúvida importante,além de lhe dar várias características interessantes consegue fazer algo que poucos fazem, fotografias de longa exposição. O equipamento filtra a luz até ao máximo de 8 segundos e dispara a fotografia. Para fotografias noturnas com pouca luz e com o uso de um tripé este é um conceito super interessante.

A câmera frontal é a mesma câmara da traseira, sendo a mesma rotativa por isso a qualidade é garantida. Para selfies é impossível neste momento encontrar uma câmara frontal de smartphone tão boa.

Especificações técnicas mais relevantes:

Tamanho: 170.7 x 82.6 x 9 mm

Ecrã: IPS LCD , 16 Milhões de cores

Bateria: 3610 mAh

Memória: 16/ 32 2 GB RAM

Sistema Operativo: Android 4.2.2 ( Jelly Bean)

Processador: Qualcomm Snapdragon 600

CPU: Quad-core 1.7 GHz Krait 300

GPU:Quad-core Adreno 320

Câmara: 13 MP, 4128 x 3096 pixels

Na regra geral e na minha opinião este equipamento não merece o valor que lhe é pedido, 350 Libras (440 Euros).

Mas atenção, se gostam de um ecrã grande com uma qualidade minimamente aceitável, um equipamento enorme e um mid-range este é bom para si. No entanto por este preço neste momento e mesmo no futuro conseguirão equipamentos muito superiores a este.

Vista CeX, compramos as tuas coisas a dinheiro.


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